domingo, 3 de agosto de 2014

Por que temos um filho?

Por que nós, mulheres, temos um filho?
Sempre me fiz essa pergunta e sempre a respondi com a maior certeza do mundo:
Porque é isso que eu quero, é o que me realiza,
quero passar pela existência e ter sido útil à Criação deixando um ser humano de bem no mundo!
Tá...que mais?
Porque também tem meu instinto materno que gritava e clamava por gerar uma vida...
e porque eu já estava ficando "velha"... e porque filho alegra a familia toda...
...
Daí a gente vai vivendo...
Tendo um puta de um trabalho
(porque a logística da coisa sai toda diferente do planejado)
Sem tempo pra organizar albuns, escrever diário, blog,
organizar fotografias ou sequer mandar revelar...
Sem tempo pra tomar banho demorado,
catar brinquedos do chão e por vezes simplesmente fazer a janta,
sem ter aquele serzinho em volta ora brincando e nem ligando pra você, ora não deixando você fazer nada porque quer colo.

Num desses momentos eu tive a certeza da pergunta inicial...
Não que isso tenha resposta, afinal,
a gente sempre acha que a cada nova fase, sabemos bem mais que antes,...
e aí acontece alguma coisa e vemos que não sabemos nada.
Continuamos não sabendo nada!

Mas enfim... num desses momentos cotidianos veio parte da resposta a essa pergunta...
quando estava eu, mãe, sentada no vaso sanitário enquanto escovava os dentes e o pirralho veio,
trazendo todos os brinquedos pro banheiro junto comigo...
"isso filho, fica aqui com a mamãe" - enquanto continuava nas minhas tarefas, 
Eis que esse pequeno se levantou... ficou me observando escovar os dentes...
viu uma espuminha que insistiu em sair do canto da minha boca...
e calmamente pegou um pedacinho de papel e limpou pra mim.
Parei tudo (tudo mesmo, travei)... e enquanto olhávamos um para o outro, chorei. ABRACEI ELE E AGRADECI...
Porque me veio como uma rajada ...TB TEMOS UM FILHO PARA QUE ELE CUIDE DE NÓS! 
Obrigada por existir, Rafael!
Obrigada por abrilhantar os meus momentos tristes ou de desanimo!
Obrigada por fazer a mamãe nem precisar pagar academia!
Obrigada pela bagunça, os risos, as gritarias, as birras, a correria, mais bagunça, brinquedos espalhados, sofá sujo...
e obrigada por já cuidar da mamãe, mesmo sem saber..
porque você faz a maior falta até quando dorme.
Te amo demais, Te amo pra sempre!

sábado, 2 de junho de 2012

Devaneios...

Vivo minha vida de uma forma muito mais simples do que pensam... e realmente sou feliz assim.

Um presente a gente escolhe se aceita ou não... as ofensas, ironias, sarcasmos, intrigas... são como presentes que se a gente não aceitar, permanece com quem ofereceu.

Você gosta de falar mal dos outros?  Então repense suas atitudes... o universo tem leis que desconhecemos, em nossa ignorância, e a energia proferida pode voltar de onde saiu.

Tudo é questão de prioridade, dentro de nós. Podemos escolher colocar sentimentos acima de interesses e julgamentos.

domingo, 13 de maio de 2012

Títulos



Por onde eles andam? Estão na gaveta? Estão na parede? Por onde eles andam?
Não andam. Não os tenho. Ah é...não tenho títulos.
Mas tenho sim a alma cheia de arte... a boca cheia de conselhos, o peito cheio de amarguras e também cor! Tenho sim a disposição para o afeto, o tempo para pensar, a facilidade de sonhar.
Tenho alguma astúcia, alguma experiência, alguma poesia.
Mas não...não tenho títulos.
Eles sobem, descem, correm morros, campos e voam pelos ares junto comigo? Não.
Eles me transportam para onde eu quiser ir, em qualquer momento do dia? Não.
Eles me garantem a paz, aquela de vida, consciência, paciência e eloquência? Não.
Então eles não me servem.
Deixai pra lá os títulos.
Que venham os sonhos, esses sim são reais.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

INVASÕES

"Quando era criança não fazia idéia do que as invasões causariam em minha vida. Na verdade, quando criança eu imaginava como seria mágico um beijo, ou como os casais fazem para terem filhos. Era o máximo do ato invasivo que conseguia imaginar.

Quando crescemos as coisas vão ficando mais difíceis. Como se não bastasse a invasão de tudo de pior que temos que ver e ouvir com tantas atrocidades causadas por uma sociedade violenta, ainda existem as invasões sutis... aquelas que acontecem sempre e que nem sempre nos damos conta, a não ser quando o corpo avisa.
Invadiram-me numa cirurgia desnecessária. Com anestesia desnecessária. Com internação desnecessaria.

 Invadiram-me com inúmeras injeções que doíam demais... a toa. Jamais uma invasão me causou tanta indignação quanto essa na minha vida, de um tratamento errado com tanta medicação a toa, invadindo meu corpo todos os meses, por mãos diferentes que me causavam dores diferentes.

Invadiram-me em meu metro quadrado, quando ao caminhar na rua, tentaram tirar de mim uma pulseira de semi-jóia. Susto. Indignação. Reação. Fuga e risada da pessoa, que faz como criança que brinca com outra criança.

Invadiram-me por serviços prestados que cancelei...e que mesmo cancelando, cobraram taxas disso e daquilo, taxas estas que eu, cansada de tanta invasão, não fui nem atrás de ver o que era e pensei "melhor pagar e me livrar logo".

Invadiram-me os dentes... é preciso cuidar, e depois de tê-los todos sadios é preciso cuidar da estética, entrar nos padrões da normalidade que a nossa sociedade determina...

Invadiram-me no soro intravenoso. Quando não resolve os medicamentos orais, eis que furam nossas veias e nos injetam substancias... furam nossas peles e carnes, causam-nos dor. Mais do que isso... hoje em dia como espera-se que até os alívios e melhoras sejam rápidos, até procedimentos comuns que poderiam ser via oral, acaba sendo intravenoso.
Invadiram-me na ginecologista. Ô examezinho chato... já teve tempos de ser invadida por um médico mais atencioso, mais caprichoso, hoje não posso escolher. A médica me apalpa, fala da minha vida como se tivesse algum conhecimento dela, faz o exame com a facilidade de quem toma um copo dágua. Saio de lá com desconforto, tudo dentro da normalidade dos nossos tempos, assim como vários outros exames desse tipo.
Raio X. Esse toda vez que faço sinto invadir os meus óvulos, com suas radiações. Não tem um  exame de raio x que eu faça, que não leia aquela plaquinha de grávidas e não peça a Deus que ampare meus óvulos para que não sofram com a radiação, já que um dia ainda quero ter meu filho ou filha.
Tratamentos... invasões de medicamentos... Quando mesmo assim tudo dói, me sinto invadida na alma. Sinto saudade de uma vida que nunca tive, uma vida tranquila, onde só me abria pra Deus e meu marido, e a cura das doenças ficava por conta dos chás das curandeiras e da minha fé. Não sei onde inventei essa vida, mas sinto falta dela.
Talvez eu me encha de comida pra me invadir bastante... e assim sentir menos desconforto com as invasões de fora... "acostumar o corpo"
Com certeza eu deixei de mencionar muitas invasões... televisão que nos enfia coisas e notícias guela abaixo, políticos que nos forçam a engolí-los, pessoas estúpidas, profissionais incapacitados que encontramos no dia a dia. Engolimos o orgulho, a humilhação. Engolimos a impotência que se faz presente. Engolimos.
Engolimos comprimidos, gotinhas, cápsulas...

Talvez o meu corpo sinta dor e reclame... pra falar assim: "já está doendo o suficiente, chega de invasões."
Quando isso vai parar eu não sei. Acho que nunca. A gente é que acaba se acostumando. Será? Eu acho que sim. No meu caso, só não sei quando.”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acidez

Hoje me sinto ácida. Ácida com o mundo amargo.
Por aí vejo desrespeito com quem erra, com quem precisa de cuidados.
A tolerância é zero com quem fala errado, com quem usa verde e roxo, com que almoça na casa da vó e pede benção!
São motivos de chacota os afortunados possuidores de relacionamentos felizes que resolvem compartilhar seus belos status condizentes com suas alegrias.
Em que mundo estamos, onde profissionais de saúde são postos à prova e provam por A+B o quanto são mesquinhos, orgulhosos, arrogantes e egoístas, no quesito mais esperado deles: a caridade.
Tudo bem, é preciso paciência, a caridade não é fácil.
Mas com a mesma força que vem uma risada e um julgamento... pode vir uma ajuda, um amor ao próximo, uma compaixão.
Me revolta não ver a compaixão nos corações alheios.
Simplesmente porque penso que todos deveríamos ao menos buscar ser pacientes e ter compaixão.
Mas o mundo estacionou no umbigo de cada um.
Nem penso pra escrever, porque estou com a acidez nas alturas, atirando pra todos os lados a minha indignação.
Pobres de espíritos, ah, sim eu acredito... vocês existem e vêm em bandos!
Estão espalhados feito erva daninha, por todos os lados, por todas as redes, esperando o momento exato de mais alguém falhar em alguma coisa, para que possam atirar suas pedras e rir... freneticamente, como se isso fosse alimentar suas almas.
Alguns têm medidores sociais para isso. Quanto mais rir, odiar, julgar e compartilhar uma cena bizarra de um sofrimento alheio, mais rapidamente atingirá o topo de seus grupos. O medíocre grupo dos mamíferos bípedes ignorantes, categoria talvez um pouco abaixo dos macacos e muito abaixo dos golfinhos e das araras.
Enquanto isso, almas afins se buscam e se encontram cada vez mais em alguns degraus acima, para que juntas possam ir limpando as mazelas do mundo, deixadas pelos grupos hipócritas e sarristas.

Uma coisa é certa. A risada dura pouco tempo e traz um prazer imediato apenas. Ao passo que o compromisso com o semelhante, o cuidado com as palavras, a compaixão e a caridade com o próximo, sustentam a alma até que ela possa subir um degrau a mais na escada da evolução.

Não é possivel ainda todo esse desprendimento para a maioria de nós. Porém, é dado-nos a inteligencia, para que possamos ao menos exercitar as práticas no bem.
Talvez me resta apenas começar os meus próprios exercícios com estes seres que mencionei. Mas a minha indignação por enquanto não permite. No momento só sei ser ácida, cega pela minha censura.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Felicidade... o que é?

"A Felicidade é o Caminho", é a busca em si.

Felicidade é a busca constante, não no sentido de algo que nunca chega, mas no sentido de algo que podemos vivenciar e sentir através da própria busca.

A felicidade é uma daquelas coisas que "é"... "sendo"!
Não é algo pronto, terminado. É algo em movimento, que acontece...podendo permanecer ou não, durar ou não, modificar ou não...

Buscamos a felicidade sem perceber que essa busca, esses caminhos, podem nos fazer realmente felizes. As pessoas que percebem isso, usufruem durante a vida de uma alegria e realização incríveis.

Ser feliz é antes de mais nada uma opção. Atitude que escolhemos diante de todas as coisas, fatos e pessoas.
Querer a felicidade nos faz buscar a felicidade. Buscar a felicidade e "perceber" o quão rica e edificante é essa busca, nos faz realmente felizes.

Indicação:-

Recomendo um filme que se chama: "Peaceful Warrior" (O caminho do Guerreiro Pacífico) - também em livro. O filme também pode ser encontrado pelo nome: "O poder além da Vida". Fantástico.

domingo, 21 de março de 2010

Transe hipnótico paralisa a vida

(Fabiane Secomandi)

Acordada? ou dormindo?

Como saber se sua mente está exatamente no tempo real, vivendo a vida real, o momento real... e não está te enganando? Travando seus dias e suas horas com a "impressão" de que está vivendo a vida, mas quando solta as amarras e elas ficam frouxas, voce percebe que o tempo está passando, passando... e a sua mente está numa espécie de "transe hipnótico", onde você apenas faz.... age e reage, a cada dia... sem saber ao certo de onde vem os pensamentos e as idéias e nem para onde elas vão... e pior, ... sem saber se elas fazem ou não algum sentido em sua vida!

Quando voce se dá conta disso, logo vem uma sensação "que momento mágico, não, não quero que ele passe, que ele vá embora..." mas mal voce se inebria nesse instante magnífico, e já se lembra que ligou o computador atrás de banalidades, coisas triviais... lembra que no dia seguinte deve resolver coisas pequenas, do dia-a-dia, pagar contas e também que deve comer comidas leves, porque o final de semana foi como sempre uma válvula de escape e você quando se deu conta, já tinha comido tudo, feito criança.

Viver dessa forma é cômodo... inconscientemente cômodo... mas é de dar medo.

Da mesma forma que, quando surgem esses insights, a mente voa, o pensamento se liberta, fica livre, enxerga grande, amplo, a sensação é de brisa no rosto e de recuperar o tempo perdido... desta mesma forma se isso, essa sensação toda, vier somente na velhice, a sensação de impotência e "tempo perdido" será maior ainda... e isso dá medo!

Ora... como não se deixar prender novamente? É como areia movediça... mal você percebe, já está de novo dentro da mesmice, dentro do marasmo, dentro do cotidiano e com a mente fechada, destreinado aos pensamentos altos...

Mas é assim... o transe hipnótico paralisa a vida. A gente se deixa paralisar quando estaciona, quando fica com preguiça... quando o conhecimento começa "doer", começa te tirar dos meios normais que você vive... começa te deixar falando besteira perto das pessoas normais com as quais você convive...

Tudo é questão de escolha e tudo tem seu preço... o transe hipnótico paralisa a vida mas te deixa seguro, como um canguru na bolsa da sua mãe. Rodeado de amigos, risos, alegrias. Satisfações.

Ao passo que, acordar do transe, vai te levar pro inferno das palavras cantadas, gritadas e sussurradas no seu ouvido... vai te levar pra longe das pessoas, afinal ninguém mais entende suas idéias... vai te levar pra angústia e para a tristeza, afinal, coisas profundas não têm graça e você está agora mais preocupado em entender certas questões, as risadas não têm mais sentido... só que existe um porém... cada pensamento realizado, cada idéia concatenada com outra, aquela de dias atrás, cada percepção que se aprimora, cada dedução acertiva, tudo isso vem acompanhado de uma imensa sensação de realização pessoas... e isso consequentemente traz uma enorme sensação de liberdade....

E liberdade, meu amigo... ahhh, a liberdade... a liberdade é tudo! É o teu sustento, é o teu ar, é a tua essência e a tua existência! É o teu tudo! Bom... a escolha é sua. Eu já fiz a minha. Agora é fazer o treinamento de sempre soprar as nuvens cinzas que aparecem de repente, tentando me hipnotizar de novo.

***

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De repente... Trinta!

30...
Isso, trinta.
Chega um momento da vida que é como um patamar, um marco, uma parada para o lanche.
Você pára...
analisa o caminho que está percorrendo...
verifica se continua seguindo a rota que se propôs um dia...(caso tenha mudado de rota também tudo bem, é só mesmo pra constar)
Aí você vai cair naquela rede (quase que de intrigas!) que surge de uma sociedade tradicionalista que te pergunta: "já casou?" "já teve filhos?" "já fez faculdade?"...
O engraçado é que esta mesma rede (quase que de intrigas!) te responde... "hoje em dia casar com 30 anos é uma idade ótima..." "ah, o bom é planejar bem mesmo a gravidez" ou... "nunca é tarde pra se fazer uma faculdade!..."
O fato é que, aos 30, você se sente uma espécie de pessoa "quase pronta."
Aos 30, a pontinha do pé que estava lá na fase adulta, brigando pra não sair da adolescência, torna-se um pé inteiro no chão (lembrando que o outro, tá lá... ainda na casa dos 20 - senão dos 18...)
Existe uma crise interna... saudades das baladas, das bagunças, chegar em casa de manhã, beber além da conta, gastar além da conta, dormir em barraca, fazer o que der na telha...
e do outro lado... agradecer a Deus todos os dias pelas pessoas especiais que surgiram nessa caminhada, sentir vontade logo de ter a casa própria e constituir uma família linda... estar junto com alguém muito mais do que especial e poder caminhar não mais sozinha... mas com alguém que possa compartilhar amor, muito amor, além de amizade e respeito.
Isso fora as amizades que mudam, conhecemos pessoas especiais e surpreendentes... o trabalho que também vai mudando, as manias, valores morais, senso de justiça (julga-se menos e pensa-se mais) costumes, gosto por roupa, livros, música, comida, bebida... tudo!
O fato é que, aos trinta, na verdade, é quando tudo isso finalmente vai sendo resolvido dentro de si... essas questões encontram espaços para acontecer e também para logo serem resolvidas...
É tudo mais fácil... é tudo mais calmo... É TUDO MAIS CALMO!...rsrs
E por isso se torna melhor... mais proveitoso... mais real... mais "presente"...
Aos trinta é tudo mais ação do que sonho...
É mais coragem do que medo...
É mais ousadia do que timidez...
É mais amor do que paixão...
É mais força do que desânimo diante da vida...
É mais espiritual do que material...
e é mais consciência do que idéias soltas ao vento...
Só posso dizer mais uma coisa: TO ADORANDO...
Não existe certo, não existe errado, talvez algumas lembranças não tão boas, alguns arrependimentos...mas a certeza de ter tirado sempre grandes aprendizados de todos os momentos e ter partilhado a vida com muitas amizades verdadeiras, pessoas realmente especiais...momentos mágicos e maravilhosos, grandes, engraçados, diferentes e surpreendentes...
certezas de hoje ter superado as tempestades (externas e internas) e estar consciente do caminho que estou percorrendo. Nada mais é impulsivo. Nada mais é apenas sonho. Nada mais é rascunho. Agora é original. Agora é planejado, devidamente pensado e ... VIVIDO!
Viver a vida em essência é muito mais do que apenas existir.
É sentir-se parte de cada minuto que acontece em sua trajetória.
É saber que nada "é" no sentido de estar pronto... a gente sempre "é" ... sendo!
Nada é pronto, acabado. A gente vai acontecendo...
É como uma frase que achei no orkut da minha amiga e professora Priscila:
"Nós somos rascunho de pássaro. Não acabaram de fazer..." (Manoel de Barros)
 ...(Fabiane Secomandi)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nosso Amor!


(Especialmente ao meu namorado...
neste dia 07, nosso aniversário de namoro...)


Não canso de lhe dizer... Te amo!

Busco incansavelmente por palavras que possam exprimir meus sentimentos,
mas é em vão...

nada pode ser mais claro do que isso:
Eu te amo!
Dentro desse amor cabe respeito pela sua personalidade,
tão íntegra, tão bonita, tão virtuosa.
Dentro desse amor cabe carinho...
to
do carinho do mundo que tenho vontade de lhe dar, todos os instantes, só de olhar para voce!
Dentro desse amor cabe sonhos!
Sonhos que você, aos poucos,me ajuda realizar...um a um...
Dentro desse amor cabe desejos...

Desejos secretos, desejos misteriosos e deliciosos... desejos compartilhados...
Dentro desse amor cabe amizade,
a compreensão e a sua tolerância me ensinam cada dia mais, a ser uma pessoa melhor.
D
entro desse amor cabe Amor,
emoção sincera, pura e verdadeira,
Sentimento de sublimação,
inexplicável amor!...
Choro de emoção porque minha alma s
orri!...
E sorrindo ela cresce, avança, ... e me faz ter a certeza do quanto o amor constrói e realiza! E do quanto vale a pena amar e ser amado!



Te amo demais,
Cada vez mais...
beijos, beijos, beijos... e mais beijos!

(Fabiane Secomandi)


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Máscaras


(por Fabiane Secomandi)

Como podes usar tantas máscaras?


A quem queres enganar?

A você, nobre executivo ou vagabundo de carteirinha. O que ganhas por dizer-te ser tão sublime respeitoso e entendedor dos sentimentos alheios, se isso não passas realmente em teu íntimo?

O que ganhas em dizer-te um Ser superior, em evolução e conquista íntima de aprendizado constante, se isso não passas de mera ilusão de você para você mesmo e também para os outros?

O que ganhas em vestir as máscaras da hipocrisia e exaltar o teu orgulho com frases como: "Eu sou...", ou "Eu sei...", ou pior "Faça isso..." ou "Faça aquilo...", se a tua própria personalidade não lhe permite ser digno o suficiente para sequer dar conselhos?

Onde está você, Ser Humano de bem, que realmente se preocupa em trabalhar pelo bem estar do próximo, não apenas dentro dos consultórios e para ganhar seu salário, mas porque o "não ajudar" é que lhe incomoda profundamente??

Pobre parcela da humanidade que se julga superior, que se julga inteligentes, entendidos, mas que não conseguem despir das próprias máscaras para olhar o próximo e oferecer auxílio verdadeiro.

Pobre parcela da humanidade que se mostra sublimes aprendizes de todas as coisas, não-portadores de defeitos e limitações, mas que não conseguem sequer enxergar a oportunidade de uma palavra amiga à um necessitado.

Pobres... porque esses sim são os pobres de espíritos. Aqueles que muito julgam, muito acham, e muito calam, na hora em que poderiam ajudar. Aqueles a que convém apenas os saudáveis e felizes, e que se lamuriam pelos pedintes de atenção e socorro.

Pobres de espírito, porque estão submersos nas piscinas do próprio orgulho, e que sem perceber, mais afundam do que avançam.

domingo, 29 de março de 2009

Transição


(Por Fabiane Secomandi)

Pouco pensamos a respeito das transições.

Simplesmente vivemos e sentimos, mas pouco nos lembramos depois deste momento.


Podemos lembrar do quanto foram penosos os maus momentos, do quanto foi amargo a colheita e ... da calmaria bem vinda depois do momen
to perturbador.

Mas pouco pensamos no momento exato da transição. Seria o medo de enxergar a realidade, preferindo ficar no mundo da fantasia, dizendo: "só me acorde quando chegar a calmaria"...?

Mas por que? Enxergar a realidade não seria ter as chaves todas na mão?


Temos medo de nos depararmos com as coisas como elas realmente são, porque sempre imaginamos que vai ficar pior se isso acontecer. Ao contrário, surpreendentemente perceber as coisas como elas realmente são só traz um imenso aprendizado, crescimento e evolução interior.

Mas frequentemente preferimos a ilusão. Nos iludimos... gostamos da ilusão porque ela é analgésico rápido para nossas dores...

A ilusão traz a força para atravessar um momento difícil.

Mas o que vai trazer o real crescimento é somente o "perceber da realidade".


E o "perceber da realidade" não está nos momentos de angústia, de dor... e nem nos momentos de paz e calmaria.
Está no exato momento da transição.

Da passagem dos momentos difíceis para a tranquilidade. É nesse meio que está toda resposta, todos os porquês, tudo o que acontece, como acontece. É onde estão as ferramentas!...
E nossa mente nos permite estar conscientes quanto a isso. Nós é que não percebemos... quando vemos já estamos calmos, tranquilos e nem sabemos direito como é que a turbulência se dissipou... ficamos com a sensação de que pelo menos "passou"... sem nos darmos o trabalho da autopercepção, do autoconhecimento, de perceber em nós os mecanismos que desencadearam as sensações atuais.

Quando tudo está bem, não pensamos em nós... apenas vivemos os momentos felizes.
Quanto tudo vai mal, nos prendemos nas lamentações... no vitimismo... e também nas angústias, já que elas são reais. Mas... e no momento de mudança?
No momento de mudança é onde nossa mente se abre a luz...
é quando vemos o tornado de dentro dele, se dissipar. (e se pararmos pra pensar nessa metáfora, ela ainda diz mais...pois quando se está no centro do tornado, pode-se ver como ele está agindo, como está acontecendo.. sem ser atingido por ele).
O momento de transição não é momento de panico, desespero, ... é o momento ideal onde tudo pode ser olhado de dentro, percebido, encarado, aprendido.


É no momento de transição que olhamos para nós e que mais podemos conhecer a nós mesmos.

sábado, 28 de março de 2009

Conversa sincera

(Por Fabiane Secomandi)



Entra num acordo, não com o mundo, mas consigo mesmo.


Dê a mão ao seu interior, faça as pazes.

Perdoe os defeitos, as limitações... entenda que cada etapa faz parte dos aprendizados.

Mas não basta entender, tem que conversar consigo mesmo. Tem que unir-se a si mesmo.

É voce e você. A parte que conhece mais e a parte que não conhece muito bem... ambas juntas...

Deixe-as fazer as pazes, e então experimente o nectar dos Deuses...

Passa por um momento difícil? Deixe que essa outra parte te recorde o como era antes disso... e te ajude a reformular os significados das coisas e também a tomar decisões importantes.

Não seja egoísta consigo mesmo... Não faça nada escondido, não deixe cada parte por si só resolver as coisas... é preciso que estejam juntas, deem as mãos. Elas juntas se completam, se fortalecem, crescem.

Somos o nosso interior... e mostramos apenas o nosso consciente. Escondemos tantas coisas do mundo, enterramos tantas coisas em nossos baús internos, que acabamos inclusive por acreditar nessa nova imagem... sim, isso mesmo... passamos a acreditar que somos apenas dessa forma como mostramos ao mundo... e aí vivemos apenas em função disso, desse "EU que se mostra".

Só que fazendo isso esquecemos do outro eu, aquele que fizemos questão de esconder por motivos diversos...

Esse outro eu tem qualidades e defeitos, e, prisioneiro, sempre vai dar um jeito de burlar as regras e respirar um pouquinho o ar aqui de fora... Aí, quando isso acontece, ficamos confusos, descontrolados, por vezes sem saber "o que eu fiz...", por vezes sem darmos conta de tudo o que estamos sentindo...

Resultado do não fazer as pazes consigo mesmo, com o próprio interior.

Não aprisione uma parte de você... ela inevitavelmente vai dar um jeito de dar umas escapadas... e aí você pode se assustar... faça as pazes com ela. Aceite seus limites, suas angustias, suas raivas, suas tristezas... ao inves de simplesmente tentar soterrá-las. Aceite. Deixe que isso se mostre no momento que preciso for. Aceite seus defeitos, isso não quer dizer que você não quer ser uma pessoa melhor...apenas que está respeitando e entendendo a si mesmo. Pode aceitá-los, ao mesmo tempo em que lembre sempre da pessoa que voce quer ser. Aos poucos, voce vai conseguindo.

Não tem problema enquanto voce não consegue... afinal, é grande o conteúdo de coisas que voce tem aí, no seu interior, pra conhecer e unir...

Mas a graça de viver está justamente nisso... Juntar as partes aí do interior. E então se dar conta do que você realmente é, e do que ainda não é mas quer tanto ser.(sonhos, metas, objetivos...) A partir disso só resta buscar tudo isso! Ir tentando...Sempre... sempre...

Buscar juntar as partes, buscar montar os quebra-cabeças internos, buscar harmonia entre todos os sentimentos aí de dentro...

Quando tudo o que está dentro de você fica em sintonia, voce pode finalmente se conhecer.

Se conhecendo vai avançar mais (porque vai mudar o que sabe que é preciso mudar, vai valorizar o que sabe que é uma qualidade, vai tentar mudar o que sabe que é um defeito) mas com uma diferença. Agora você sabe o que está fazendo!

Agora as coisas não se apresentam mais como confusões mentais. Revoltas. Culpa. Medo.

Agora voce se ama. Sabe a sua história, fez as pazes com seu interior e está pronto para viver, aprender e evoluir.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Em busca da energia

(Por Fabiane Secomandi)

O que move o ser humano?

Podemos imaginar que são os sonhos, as determinações, as vontades...

E isso tudo tem um outro nome... energia. Pulsão. Libido.

É energia que nos impulsiona a realizar coisas, dizer coisas, escrever, agir com dinamismo ou agressividade, dançar, agir.

O pior sentimento que existe é o tédio. Até a raiva possui mais energia do que o tédio.

E o que é o ser humano sem energia??

É um ser sem vida.
É um ser que apenas passa pela existência, esperando sempre pelo último dia.

Não pode existir nada mais triste do que isso.

Mas... o que fazemos com o excesso de energia preso em nós?

E quando não damos conta dessa energia?

Onde a enviamos?

O que fazer com essa energia quando ela fica presa?

Explodir num acesso de fúria e descontrole? Porque afinal é a primeira vontade...EXPLODIR!

Soltar as amarras, libertar... explodir! Gritar, espernear, libertar... explodir!

Existe muito mais do que algo enigmático nas pessoas que se permitem viver essa energia. Ao se permitirem viver isso, as vontades e os impulsos, elas permitem extravazar o que há de mais íntimo em suas personalidades, em suas naturezas... e isso é magnífico e hipnótico. é como se a energia saísse então nas doses certas... e iluminasse a vida da pessoa... se expandisse e tomasse conta de tudo ao redor. Existe a vontade de sorrir, o rosto fica então mais bonito... existem as conquistas! Cada olhar mexe mais com a energia do que o dono do olhar. Vontades. Desejos. Sonhos. O desconhecido...

A energia se manifesta pelo que se manifesta nas entrelinhas...no ar...o mistério é o companheiro que anda ao lado da energia. É tudo obscuro, nebuloso, subliminar... mas é a energia acontecendo.

Por outro lado, a energia "apagada" apaga tudo... apaga a pessoa... e é perigoso apagar a vida da pessoa também, que a essa altura sente um impulso grande de viver tudo isso, toda essa força que invade as entranhas... e simplesmente não pode.

Não pelos outros, pelas coisas fora...mas por uma espécie de prisão em que ela mesma se permitiu colocar.

Até que ponto isso vale a pena?

Por que e em nome de quê as pessoas se permitem bloquear as próprias energias?

Não sei... liberdade é muito bom e poucas, pouquíssimas coisas no mundo são tão boas quanto a LIBERDADE.

Liberdade de ir e vir, liberdade de ação, liberdade de pensamento... liberdade para dançar!

Por fim só chego a uma conclusão...

A energia é realmente forte.

E com a mesma força que ela cria, ela destrói.

MESMO ASSIM... ainda isso é melhor do que viver no tédio...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sobre... Voar!

(Por Fabiane Secomandi)
É bem assim.
Sentimos algo estranho, quando fantasiamos, quando sonhamos, quando imaginamos...
Algo que nos tira o chão e nos tira desse mundo do qual vivemos.

Por que simplesmente não podemos "sentir" todo prazer de um sonho, de uma fantasia, em total consciência e harmonia com o mundo em que vivemos?

Simplesmente porque isso não é desse mundo. Não é desse plano, dessa atmosfera.

É algo que vai além e que só temos acesso quando entramos em sintonia...em raros momentos... e é incrível!

Ah como pesa nosso corpo e nossa vida (que julgamos real), diante dos nossos sonhos e fantasias...

O que chamamos de realidade na verdade é uma máscara grosseira que por enquanto ainda não nos dá acesso à essa dimensão mais sublime.


A fantasia é a realidade.


Ah como almejamos alcançar a tão sonhada liberdade para sonhar, para voar...

Chegará um dia em que não precisaremos mais dormir ou morrer para sonhar e voar... e poderemos sim, viver a vida a sentir tudo isso!

Nesse dia eu estarei lá... encontrando a todos os que assim como eu, se dão o direito de sonhar... e de voar!

Essência x Força


(Por Fabiane Secomandi)


Você consegue enxergar onde está sua força Interior?
Consegue ter contato com ela, conversar com ela?
Ou passa pela vida simplesmente a dormir e alimentar-se, esperando que os dias passem até que seja o último?

Quando no decorrer do trânsito confuso que existe dentro de nós, conseguimos nos deparar com nossa Essência entramos em êxtase. Entramos em estado de agitação, euforia, felicidade... quando encontramos, além da essência, nossa Força Interior, é como se achássemos uma chave, um mecanismo de liga e desliga que aciona alavanca para esperança, determinação, vontade e... AÇÃO.

E isso é mágico! Aliás, não dá pra achar a força, dentro do transito confuso que existe em nós, sem magia...sem deslumbramento... a magia faz com que a imaginação faça pontes ao nosso interior mais profundo e busque algo que desconhece até conhecer: a Força.

Dentro de cada magia existe as coisas e acontecimentos mais simples que os ignorantes riem... e a alavanca para acionar a Força que os mais sensíveis encontram.

E se é tão dificil encontrar a força, quão difícil é encontrar sequer a magia...?

Na verdade é mais simples do que parece... é só ver com olhos de criança e sentir a energia que vem do cosmos. Confiar na natureza da qual viemos. Da qual fazemos parte e que sempre foi assim, desde os nossos sábios ancestrais.

A Força não pode estar sem a Essencia. Mas as vezes a Essência simplesmente não possui uma Força significativa. Chamamos isso de tédio, comodismo... falta de energia.

Seria sempre melhor que tivéssemos Força positiva ou negativa dentro de nós, ao invés do tédio... a força, seja ela qual for, move para algo além, a AÇÃO. O tédio, ao contrário, faz a essência definhar e "perder a viagem" de ter existido.

Algumas vezes a Força nem sequer passa pelo fluxo confuso do nosso transito interno.

Ele está congestionado de alienação, ideologias e mediocridades. energias que competem com nossa Força Interior o tempo todo. São energias que vêm de fora e atingem principalmente os mais entediados.

Mas...

Aos que conseguem mesmo diante do transito confuso, enxergar a Força que existe dentro de si, que não são aquelas que vêm de fora, mas sim aquela que faz parte de toda sua origem, história e experiências...a esses estará reservado algo além da felicidade: A capacidade de evoluir.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Essência II

(por Fabiane Secomandi)

Quem a vê?

Quem por acaso tem acesso à ela? À própria essência?
Poucos, bem poucos...e em momentos que mais se parecem flashes durante toda uma existência.


A felicidade não é deste mundo.
Mesmo assim experimentamos "flashes", momentos de felicidade.

Talvez isso esteja diretamente relacionado com nosso acesso à própria essência.


Talvez o acessar da essência seja o estopim para acionar o mecanismo da felicidade.


Talvez por isso os momentos de felicidade plena sejam tão escassos. Porque na verdade ele depende do acesso à própria essência.


Conheça-te a ti mesmo e terás o universo todo para ti. Pois o universo está PARA você, em você, dentro de ti, e não fora.


Tudo é subjetivo e parte de dentro de nós para o mundo e não o contrário.


O que gostamos, nossos melhores momentos, nossa paz, nossas alegrias... tudo depende de um mecanismo pré-existente dentro de nós mesmos.

Quando nos conhecemos, somos mais felizes.

Conheça-te verdadeiramente e verás felicidade em tudo o que te rodeia, pois afinal estará vendo antes a felicidade de chegar à tua própria essência.





terça-feira, 4 de novembro de 2008

Universo Infantil

(Por Fabiane Secomandi)

O universo da criança é feito de sonhos, imaginações, diferentes formas de enxergar o mundo...

Formas estas que nos esquecemos, no decorrer da vida e do próprio desenvolvimento.

Podemos "chegar perto" do que seja "pensar como criança", mas sabemos que não somos mais capazes desse mérito.

Nossa subjetividade foi moldada por diversos fatores internos e externos e, consequentemente perdemos a condição de pensarmos como crianças.

Podemos até guardar algumas coisas sim, da infância, do mundo mágico infantil... Mas nossa consciência é outra e mesmo que não queremos, contaminamos todo pensamento mágico pelas nossas representações... hoje transformadas pela idade, vivências, experiências.

Nos resta então, tratá-las com o devido respeito, lembrando que um dia fomos pequeninos, um dia tivemos pensamentos tão mágicos como num conto de fadas e esses pensamentos é que nos moviam e fazia o dia, as horas e cada minuto ter um colorido de VIDA!

Um dia tivemos o privilégio de sermos crianças, seres de pensamentos por vezes tão grandiosos, tão profundos... que para nós fazia todo o sentido, sempre.

Nos resta contribuir para que em suas cabecinhas floresçam pensamentos bons e construtivos.

Nos resta cuidar da sua integridade física, social e psicológica e também conservarmos o nosso mundo, a fim de que quando crescerem possam encontrar o mundo ainda digno de ser habitado.

sábado, 18 de outubro de 2008

Criminosos?

(Por Fabiane Secomandi)

Na opinião de quem?

De seres impiedosos que aguardam o grande momento de poderem então encher a boca e dizer: criminosos!

Alguém em algum instante se importa com o que vai no íntimo do Ser em julgamento?

Não somos todos seres criados com tendências para o bem?

Ora, pois se o mal não existe, sendo este apenas a ausência do bem, então também podemos dizer que criminosos são aqueles não que agem com o mal, mas que agem na falta do bem.

Seriam estas, pessoas que encontram dificuldades em agir no bem, por limitações da personalidade ou mesmo por desconhecê-lo?

Onde colocamos o aprendizado "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo?"
Colocamos apenas nos ouvidos de quem está ao nosso lado, para impressionar.

E o que fazemos com nossa capacidade de entender o que se passa no coração do outro?
Enterramo-as. Como quem enterra o próprio crescimento, a própria evolução.

Não existe culpados e inocentes.
Existem pessoas que erram e pessoas que sofrem por determinados erros, seus ou de outrem; mas os motivos que levam a tais consequencias não cabe à nossa limitada consciência julgar.

Existem pessoas acomodadas e que encontram no "julgar" a forma mais fácil de se livrar de um erro que é de todos nós.

Podemos nos impressionar, podemos nos revoltar, podemos nos enraivecer... mas também podemos ampliar nossa compreensão para além das supostas "vítimas", vitimadas pela mídia e em seguida por seres alienados que ao lerem uma única frase julgam-se capazes de entender o texto todo.

Temos por obrigação plantar o amor e a benevolência nos corações humanos. Cabe aos pais ensinar os filhos, a sociedade contribuir com a saúde biopsicossocial de todos os cidadãos e também a cada cidadão em especial exercitar o ampliar de visão, julgando menos e fazendo mais.

Só o dono da dor sabe o quanto dói. Alguns sabem lidar com a dor. Outros não. Alguns a suportam, outros não, por motivos que desconhecemos ou que conhecemos e não admitimos por "n" motivos.

Proporcionar o alívio da dor é atitude que podemos fazer pelo outro. Ao menos tentar fazer dessa postura uma oportunidade de sermos seres melhores.

Só com mais humanismo podemos exercitar o pensamento altruísta e usar de nossa inteligência para uma compreensão maior de fatos, pessoas, sentimentos e ações, podendo inclusive favorecer o Bem no mundo.

Enquanto não existir isso, só poderemos murmurar... "criminosos!"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Falta

(Por Fabiane Secomandi)

Incrível como quando tudo parece estar completo,
vive-se poucos INSTANTES de real satisfação
até surgir novamente aquilo que nos persegue...
a "falta".

Mas, a falta é do quê?
Não sei...
É como algo incompleto, inacabado...

Sentimos falta de momentos, de lugares, pensamentos e sentimentos
que por algum motivo sabemos lá nas profundezas do nosso Ser,
o "como é"...

Sentimento estranho que habita nosso interior e nos atrapalha a calmaria...
Leva-nos a buscas incessantes de algo que não sabemos nem por onde começar procurar.
Tira-nos a tranquilidade, rouba-nos a serenidade e provoca turbilhão interior
aparentemente sem motivo algum.
Ficamos "fora" do nosso estado homeostático, porque tá faltando algo...

Mas falta o quê?
Não sei...
É como algo incompleto, inacabado...

Se pudesse registraríamos os momentos de real satisfação,
aqueles que duram segundos antes da "falta" aparecer novamente...
E aí poderíamos usar como instrumento motivacional na busca de novas satisfações internas.
Mas não...
não tem como gravar isso, além de nossa memória.

Talvez se tivesse jeito,
as pessoas não sentiriam mais a falta da "falta".

Talvez isso fosse trágico.
É necessário que sintamos falta da "falta".

Tudo bem que em alguns períodos sentimos é excesso da "falta"...
E isso pode ser bom ou ruim.
Pode fazer correr atrás do que faz falta.
Ou desistir e achar que a falta é permanente ou ilusória.
A falta é inconstante, instável, aparece só na hora que lhe convém...
Mas é real.
Não é ilusória.
E se ela é parte de cada um de nós, aparece na hora que NÓS achamos necessário.
Mesmo que não nos demos conta disso. Senão não faria sentido...

sábado, 11 de outubro de 2008

A Falta - II

(Por Fabiane Secomandi)


A "falta"...
É como algo que nos puxa, que nos impulsiona para novas buscas...
para suprir as faltas...
E mesmo nos dando conta que passaremos toda a existência nesse ciclo
que se repete,
e se repete...

a "falta" é senhora do nosso Ser e por mais que dermos créditos a ela ou não,
ela estará lá, por toda a vida... trazendo-nos o sentimento da "falta".

Mas que falta?
Não sei...
É como algo incompleto, inacabado...

Talvez esse seja o começo da compreensão sobre a evolução da alma.

A "falta" não nos deixa tranqüilo...
e no fundo não queremos nos tranquilizar...

Somos seres que nos bastamos com algumas migalhas de satisfação interior, até atingir um nível um pouco mais elevado do domínio da falta e essa satisfação aumentar...

a Satisfação interior aumenta com o domínio da "falta"...
ou
a "falta" é que diminui com a Satisfação interior?

E o que nos leva a Satisfação interior?
Estaria a duração da satisfação interior, aquele tempo crucial que experimentamos, que chamamos FELICIDADE e que antecede as novas sensações de "falta", associado às nossas ESCOLHAS?

Sendo assim então nosso caminho estaria traçado? pré-determinado pelo suprir das faltas, faltas estas que são menores de acordo com nossas escolhas e, de acordo com nossas escolhas aumentamos ou diminuímos nossos níveis de satisfação interior, (Felicidade)?

Somos seres criadores dessa falta. Ela faz parte de nós, é resultado de nossa própria produção interna.

Ou não?

Consigo entender a falta, e entender que ela exista para que possamos avançar no processo evolutivo. Mas o por quê disso ainda é uma incógnita... Não sei mais... Não sei nem dizer mais sobre a falta. Sobre o que é a falta... nem do que é a falta...

Ainda me "falta" alguma coisa para avançar além daqui.